sexta-feira, 25 de novembro de 2011
MARIO SOUTO MAIOR-ESQUECIDO.
São 10 Anos(25-11-2001) do encantamento de um dos mais importantes folclorista das ultimas décadas.êle revelou como ninguem,no seu tempo ,os costumes as tradições o gosto,o modo de viver e a maneira de ser de sua gente.Mario Souto Maior é uma lacuna que ficou, nesse campo do trabalho folclorico,estudado e propagado por ele.Esperamos que a nova geração procure conhecer melhor a obra desse ilustre Nordestino.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
MORRE" SEU SEVERIANO"(Éneas Alvarez);
Morreu o querido Enéas Alvarez,"Seu Severiano"o,portugues da peça" UM SABADO EM 30" de Luiz Marinho interpretado com tanto e indiscutivel talento, pelo " Gordo" que conheci ainda criança, e que depois acompanhei seus passos no INC(Instituto Nacional do Cinema) representação local,onde ele atuava sob o comando do Dr Valdemar de Oliveira,no mesmo periodo nos encontramos na politica estudantil dos anos sessenta e tambem no Teatro de Amadores de Pe onde fomos atores do primeiro time,alí reforçamos nossa amizade.Enéas era uma bela figura humana,repleto de bom humor,satirico e inteligente,bom ator,bom critico teatral,bom papo e bom advogado alem de amigo.Ele vai fazer muita falta ao teatro,a cronica e a cultura pernambucana, ficamos com nossas saudades, amigo...
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
LIVRO SOBRE O TEATRO DE AMADORES DE PERNAMBUCO
O professor e homem de teatro Antonio Cadengue lançou nesta quinta feira 10 de Novembro de 2011 sua pesquisa sobre a história do Teatro de Amadores de Pernambuco,grupo que inovou na cena brasileira e que existe em plena atividade desde o ano de 1941, portanto 70 anos.A pesquisa em dois volumes editado pela Cepe conta 50 anos de atividade deste grupo,considerado o mais antigo do teatro nacional,vale a pena conferir,nas livrarias locais (Recife,PE)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
MUSICA E POLITICA
O Jornalista Franklin Martins,vem a 12 anos elaborando pesquisa sobre a musica na politica brasileira.Essa pesquisa tem como pano de fundo as letras mais incriveis,satiricas ,Bem humoradas,ferinas e jocosas sobre os momentos mais importantes da politica brasileira nesses ultimos 100 anos. O jornalista esteve na fundação Joaquim Nabuco com Renato Phaelante que participa como colaborador e com o pesquisador Samuel Valente para contato sobre a musica e a politica em Pernambuco.Esse trabalho de pesquisa deverá ser publicado ainda nesse 2011 e virá acompanhado de CD com as musicas originais do seu tempo de lançamento...Belo empreendimento cultural,vamos aguardar.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
TONINO ARCOVERDE E RABECADO LANÇAM CD
Tonino Arcoverde Compositor e interprete dos melhres,e o conjunto Rabecado, do musico e compositor Publius,lançam Cd que merece toda atenção daqueles que curtem bôa musica...Voces encontram esses Cds na Loja- Passa Disco- no Shop; Sitio da Trindade em Casa amarela ,estrada do encanamento.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
MACIEL MELO GRAVA PARA O PROGRAMA MEMÓRIA DE NOSSA GENTE
O cantor e Compositor Maciel Melo preferido do ex-presidente Lula e de muitas outras pessoas pelo Brasil inteiro ,é a proxima atraçao do programa Memória de nossa Gente,que vai ao ar todos os domingos as 5 da tarde pela nossa; Rádio Universitária FM 99.9
GUERREIROS DO PASSO DO HIPÓDROMO NO RECIFE, LANÇAM LABORATÒRIO DO PASSO
Visando reforçar o conteúdo disponibilizado aos participantes das oficinas realizadas no Projeto Frevo na Praça, os Guerreiros do Passo criam o LABORATÓRIO DO PASSO.
A preocupação em manter a tradição, e criar mecanismos de investigação que possibilitem a experimentação e a devida adequação de conhecimentos coreográficos perdidos na história da dança do frevo, norteou inicialmente a ideia de criação do Laboratório do Passo, que promete dar uma agitada nas instituições e escolas que mantém oficinas com aulas do ritmo.
A ação, inédita, pretende promover o resgate de alguns passos esquecidos na história do frevo, e estimular a prática de movimentos clássicos desta dança que estão praticamente extintos das ruas do Recife. Para dar um exemplo, são transcritos a seguir alguns passos ocultados pelo tempo: Urubu baleado; Cortando jaca; Escamado; Mulher carregando menino; É de bandinha, Currupio; Frango assado; Calçamento novo; Fogareiro; Mete os peitos; Galo-de-terreiro; Passo do jocotó; Passo do caranguejo; Passo do Siricongado.
Serão contemplados também movimentos que são conhecidos na atualidade, mas, praticados apenas por alguns passistas, inclusive, movimentos que fazem parte do Método criado pelo Mestre Nascimento, a exemplo: Folha seca, Enxada, Alicate, Chave de cano, Britadeira em movimento, Serrote, Tesoura em retrospecto, Ponta de pé e calcanhar em baixo, tesoura em baixo, Apertando a Porca e outras variações.
A preocupação em manter a tradição, e criar mecanismos de investigação que possibilitem a experimentação e a devida adequação de conhecimentos coreográficos perdidos na história da dança do frevo, norteou inicialmente a ideia de criação do Laboratório do Passo, que promete dar uma agitada nas instituições e escolas que mantém oficinas com aulas do ritmo.
A ação, inédita, pretende promover o resgate de alguns passos esquecidos na história do frevo, e estimular a prática de movimentos clássicos desta dança que estão praticamente extintos das ruas do Recife. Para dar um exemplo, são transcritos a seguir alguns passos ocultados pelo tempo: Urubu baleado; Cortando jaca; Escamado; Mulher carregando menino; É de bandinha, Currupio; Frango assado; Calçamento novo; Fogareiro; Mete os peitos; Galo-de-terreiro; Passo do jocotó; Passo do caranguejo; Passo do Siricongado.
Serão contemplados também movimentos que são conhecidos na atualidade, mas, praticados apenas por alguns passistas, inclusive, movimentos que fazem parte do Método criado pelo Mestre Nascimento, a exemplo: Folha seca, Enxada, Alicate, Chave de cano, Britadeira em movimento, Serrote, Tesoura em retrospecto, Ponta de pé e calcanhar em baixo, tesoura em baixo, Apertando a Porca e outras variações.
VEM AI...UM SABADO EM 30
A peça de Luiz Marinho sucesso do Teatro de Amadores De Pernambuco esta sendo aguardada para apresentaçaõ as novas gerações de amantes do teatro nesse mes de outubro,no Teatro do Centro de Convenções de Pernambuco.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Parabens ao Geraldo Maia
Nossos parabens ao cantor Geraldo Maia pelos elogios a nivel nacional( O Estado de São Paulo)e Jornais de Belo Horizonte, ao seu ultimo trabalho, o Cd em homenagem ao grande Pernambucano; Manézinho Araujo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
CENTENÁRIO LUIZ GONZAGA EM 2012
Vamos nos preparar para comemorar em 2012 o centenário de Nascimento do saudoso Luiz Gonzaga o "REI do BAIÃO"a figura mais importante da MUSICA BRASILEIRA nas ultimas décadas.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O LIRISMO NO CARNAVAL
O LIRISMO DE TODOS OS TEMPOS
Renato Phaelante
Lirismo – maneira apaixonada, poética, de sentir, de viver; entusiasmo, ardor, exaltação (in Aurélio)
De acordo com alguns pesquisadores, no início dos anos 20, apareceram, no Recife, os blocos e ranchos, que faziam a beleza e o encantamento dos carnavais da época. Aos poucos, os ranchos, foram desaparecendo da paisagem recifense, fortalecendo-se no carnaval carioca e, consequentemente, oferecendo espaço para o crescimento dos blocos no Recife.
Ambos – blocos e ranchos – desafiaram os modernismos e principalmente os blocos,preservaram suas características líricas, trazendo no bojo de suas letras, o saudosismo, a saudação, as figuras e símbolos, carregados de singularidades do cotidiano dessas cidades, além da poesia dos velhos e tradicionais pastoris, manifestação tão remota, oriunda de nossa colonização.
No Recife, esse lirismo nos blocos iniciou-se a partir dos festejos natalinos. Já registravam os pesquisadores que, no dia 24 de dezembro, os blocos saíam às ruas com as suas orquestras compostas de 30 a 40 metais, com seus coros de vozes sofridos, tocando e cantando as jornadas mais líricas. Daí, chamarem de jornadas, alguns dos cantos carnavalescos do Recife, por influência das jornadas dos pastoris.
Durante algum tempo, houve em meio aos blocos, grande esmero na desenvoltura dos seu naipes de cordas, principalmente quando, algum deles, provocava o outro à disputas, que se tornavam acirradas, evidenciando a beleza da musicalidade de cada um. Daí, a preferência popular, elegendo sempre a melhor orquestra de corda do carnaval daquele ano.
Os blocos transbordavam em lirismo no calor dessas disputas. E, foi esse estado puro e sentimental dos blocos que trouxe para o seu cordão, o elemento feminino, que até aquela época, não participava de forma ativa do carnaval de rua. Um carnaval tão belo nas suas nuanças características, mas também tão impulsivo quanto tempestuoso.
Hoje, em um mundo conturbado pela violência de todas as ordens, os blocos do Recife, preservam um lirismo que sobrevive, demonstrando a tranqüilidade de um carnaval onde as pessoas, independente de sexo, cor ou idade, podem se dar as mãos em busca da manutenção de um romantismo que não pode nem deve morrer. Há que permanecer vivo, tal qual os relembra o nosso cronista maior Antônio Maria em uma de suas crônicas " Muitas vezes, de madrugada, o menino acordava com o clarim e as vozes de um bloco. Eles estavam voltando. O canto que eles entoavam se chamava de “regresso”. Não sei de lembrança que me comova tão profundamente. Não sei de vontade igual a esta que estou sentindo, de ser o menino, que acordava de madrugada, com as vozes dos metais e as vozes humanas daquele carnaval liricamente subversivo”.
Renato Phaelante
Lirismo – maneira apaixonada, poética, de sentir, de viver; entusiasmo, ardor, exaltação (in Aurélio)
De acordo com alguns pesquisadores, no início dos anos 20, apareceram, no Recife, os blocos e ranchos, que faziam a beleza e o encantamento dos carnavais da época. Aos poucos, os ranchos, foram desaparecendo da paisagem recifense, fortalecendo-se no carnaval carioca e, consequentemente, oferecendo espaço para o crescimento dos blocos no Recife.
Ambos – blocos e ranchos – desafiaram os modernismos e principalmente os blocos,preservaram suas características líricas, trazendo no bojo de suas letras, o saudosismo, a saudação, as figuras e símbolos, carregados de singularidades do cotidiano dessas cidades, além da poesia dos velhos e tradicionais pastoris, manifestação tão remota, oriunda de nossa colonização.
No Recife, esse lirismo nos blocos iniciou-se a partir dos festejos natalinos. Já registravam os pesquisadores que, no dia 24 de dezembro, os blocos saíam às ruas com as suas orquestras compostas de 30 a 40 metais, com seus coros de vozes sofridos, tocando e cantando as jornadas mais líricas. Daí, chamarem de jornadas, alguns dos cantos carnavalescos do Recife, por influência das jornadas dos pastoris.
Durante algum tempo, houve em meio aos blocos, grande esmero na desenvoltura dos seu naipes de cordas, principalmente quando, algum deles, provocava o outro à disputas, que se tornavam acirradas, evidenciando a beleza da musicalidade de cada um. Daí, a preferência popular, elegendo sempre a melhor orquestra de corda do carnaval daquele ano.
Os blocos transbordavam em lirismo no calor dessas disputas. E, foi esse estado puro e sentimental dos blocos que trouxe para o seu cordão, o elemento feminino, que até aquela época, não participava de forma ativa do carnaval de rua. Um carnaval tão belo nas suas nuanças características, mas também tão impulsivo quanto tempestuoso.
Hoje, em um mundo conturbado pela violência de todas as ordens, os blocos do Recife, preservam um lirismo que sobrevive, demonstrando a tranqüilidade de um carnaval onde as pessoas, independente de sexo, cor ou idade, podem se dar as mãos em busca da manutenção de um romantismo que não pode nem deve morrer. Há que permanecer vivo, tal qual os relembra o nosso cronista maior Antônio Maria em uma de suas crônicas " Muitas vezes, de madrugada, o menino acordava com o clarim e as vozes de um bloco. Eles estavam voltando. O canto que eles entoavam se chamava de “regresso”. Não sei de lembrança que me comova tão profundamente. Não sei de vontade igual a esta que estou sentindo, de ser o menino, que acordava de madrugada, com as vozes dos metais e as vozes humanas daquele carnaval liricamente subversivo”.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Lêda Dias lança livro sobre a cantora Anastácia
Foi lançado recentemente pela escritora e pesquisadora Lêda Dias,um belo Livro sobre uma das maiores estrelas da musica Nordestina ,Anastácia, uma vida dedicada a promover através de uma bela voz,o que se criou em torno da nossa musica , desde os tempos do preconceito a esses artistas da musica de forró, até a atualidade.um depoimento dos mais lúcidos e abordagens as mais interessantes sobre a vida e os caminhos alegres e tristes de uma grande figura do cancioneiro Nordestino,parabens a Leda e a Anastácia por essa contribuição.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Conheça mais sobre o FREVO...
A ORIGEM DA PALAVRA FREVO
INTRODUÇÃO À SUA HISTÓRIA SOCIAL
No Carnaval de 1900, cerca de 100 agremiações desfilaram no Carnaval do Recife, segundo o jornalista Severino Barbosa. A essa altura, era grande a frevança, o frevedouro estava prestes a ser batizado.
Era o frevo já presente nas ruas do Recife, cristalizando-se no compasso binário das marchas carnavalescas de então, trazendo de arrastão a onda efervescente e o improviso de foliões em complicados passos, germinando o que seria o Frevo dança e o Frevo música.
O pesquisador Evandro Rabelo afirmou em artigo, que em 9 de fevereiro de 1907, o Clube Empalhadores do Feitosa, noticiara no Jornal Pequeno o seu ensaio geral, publicando também o repertório de marchas carnavalescas com os seguintes títulos: Amorosa, O Sol, O Frevo, entre outras. Isso veio comprovar o que dizem os estudiosos a respeito do vocábulo Frevo, afirmando já estar ele presente em meio aos clubes carnavalescos.
O jornalista Osvaldo Almeida que se assinava no Jornal Pequeno sob o pseudônimo de Paula Judeu e Pierrot, a palavra Frevo teria sido inventada por ele próprio e lançada em sua coluna em 12 de fevereiro, do Carnaval de 1908. Afirma ele que, logo depois, caiu no gosto popular e foi pelo povo adotada.
Em 22 de fevereiro do ano seguinte, o mesmo Jornal Pequeno traz em sua primeira página uma gravura de autor desconhecido com a frase: Olha o Frevo!, a qual se tornou uma exclamação de entusiasmo na boca do povo e essa motivação expressiva permanece até os dias atuais.
Ao que se refere ao surgimento do Frevo, enquanto música e dança, o jornalista Rui Duarte tem algumas opiniões sugestivas e lúcidas sobre o seu surgimento na história do Carnaval pernambucano. No seu livro História Social do Frevo, Rui Duarte afirma: O frevo surgiu espontaneamente, sem qualquer semelhança com as outras músicas e danças brasileiras. Ele afirma, ainda, que o frevo não é dança dramática, não é folk-music, não tem parentesco com pretos, índios ou portugueses.
Cabe a nós o questionamento, como surgiu, então, o frevo?
Em meados do Século XIX, com a proibição do Entrudo, remanescente da folia portuguesa, o Brasil parecia ter perdido sua festa máxima. Em 1855, carnavalescos de todo o Brasil, interessados na manutenção daquela manifestação, promoveram o que veio a se chamar Congresso das Sumidades Carnavalescas. Dois anos depois, após várias sessões, de discussão sobre idéias divergentes, de teses inflamadas e de acurados trabalhos, chegou-se à conclusão de que o Carnaval brasileiro teria as características do carnaval europeu, que vinha dando certo e que não haveria contra-indicação para o seu transplante.
Todos os Estados aderiram ao novo Carnaval, menos um, tornando-se assim, exceção à regra, Pernambuco, que na ocasião, iniciava um movimento de rebeldia à proibição do Governo local quanto à saída de alguns desordeiros, como eram chamados os capoeiras, que costumavam desfilar à frente das bandas militares aquarteladas na Cidade do Recife, denominadas O Quarto e Espanha, do corpo da guarda nacional que tinha como mestre o espanhol Pedro Garrido.
O desfile desse pessoal era feito em moldes de verdadeiro delírio, pulando, gingando, jogando capoeira, armados de cacetes e aos gritos, desafiando adversários para a luta. Isso aconteceu tanto de um lado quanto do outro, gerando uma competição violenta e engalfinhamento dos dois grupos adeptos de uma, e de outra banda musical.
Um outro depoimento importante, o do historiador Pereira da Costa no seu livro Folk-lore pernambucano, quando ele comenta: O nosso capoeira é antes, o moleque de frente de música em marc//ha, armado de cacete e a desafiar os do partido contrário que, aos vivas de uns, e aos morras de outros, rompe em hostilidade e trava lutas de que, não raro, resultam em ferimentos e até mesmo em casos fatais.
Essa rivalidade, segundo Valdemar de Oliveira, sempre foi comum entre as bandas de música, embora não ostensivamente, entre as de corporações militares e, sim, entre conjuntos musicais pertencentes à sociedades privadas. As competições se acirravam já às vésperas do carnaval e, inclusive nas retretas, em cidades do interior do Estado, como Goiana, Nazaré da Mata, Paudalho, Vitória da Santo Antão, entre outras.
A maioria desses conjuntos musicais, possuindo vinte a trinta trombones, cada, no momento de encontro com clube rival, abafavam pelo bocal, porque é a força do bocal, bem adaptada aos lábios, que o instrumentista consegue arrancar os agudos que dele exigem as partituras, de acordo com Valdemar de Oliveira, o qual continua afirmando que com tal volume de som o clube era ouvido de longe pelo público, que se motivava a participar daquela verdadeira contenda.
A capoeiragem era o complemento da banda, sua marca de autenticidade. Coisa de macho, mulher não acompanhava, salvo alguma mulher-dama que respeitada se pusesse de parte para apreciar as proezas do seu "chereta".
A confusão era o ponto alto do desfile. A música tocando, o pau cantando e o frevedouro estourando. No Recife os valentões se multiplicavam pelas tradições de bravura e de ousadia. Capoeiras como "Canhoto", "Pé de Pilão", "Bode-Iôiô", "Manuel da Jacinta", "Nicolau do Poço", "Bentinho do Lucas", "Jovino dos Coelhos", "Nascimento Grande", "Amaro Preto", "Apolônio da Capunga" entre outros lembrados pelo escritor e jornalista Oscar Melo, em seu livro Recife Sangrento.
Durante anos seguidos, até o começo do Século XX, esses e outros capoeiras, pularam na frente das bandas, inclusive nas particulares, como a "Matias Lima", a "Charanga do Recife" e a "Afogadense". Era o primeiro grande sinal do que viria a ser o passo.
Por essa época o Recife era foco de agitação política. O Estado se transforma em centro de rebeldia, pregando o nacionalismo, a expulsão de portugueses, pregando a República e a libertação dos escravos. Por conta disso, vários pernambucanos foram presos e fuzilados e o território pertencente a Pernambuco, foi mutilado e quase a metade foi entregue à Bahia como castigo por esses levantes contra o Império. Apesar disso tudo, Pernambuco recebeu o nome de Leão do Norte.
Tudo isso foi assimilado pelo povo. Tudo no Recife era reação, a cidade vivia cheia de valentões, cabras a soldo de políticos dominantes, capoeiras perambulando pelas ruas à cata de brigas, perseguindo portugueses considerados senhores de tudo. E, os melhores instantes para esse desabafo era quando faziam os engalfinhamentos dos bandos rivais de capoeiras nas refregas competitivas do encontro das bandas musicais dos clubes pedestres. Seriam esses capoeiras que teriam dado origem ao frevo, enquanto dança, (o passo).
Se o Capoeira, sem dúvida, deu origem à dança – o passo, as fontes do frevo teriam sido a quadrilha, o maxixe, a polca e o dobrado. Alguns descendentes do frevo trazem no seu contexto esta afirmativa, como, por exemplo, a Marcha nº 1 do Clube Lenhadores, escrita em 1903 por Juvenal Brasil; o frevo Canhão 75, de Faustino Galvão; o frevo Chegou Fervendo, de Zumba e, mais recentemente, o frevo Come e Dorme, de Nelson Ferreira, um renovador constante da melódica do frevo.
Não se sabe, na realidade, se o frevo surgiu primeiro como dança ou como música. É ainda Valdemar de Oliveira quem afirma: Creio que não há no mundo um binário tão sacudido, tão pessoal, tão típico como o frevo, nem dança, tão estranha e tão expressiva pelos seus modos e conchamblâncias, como o passo.
Renato Phaelante da Camara
Pesquisador da MPB
INTRODUÇÃO À SUA HISTÓRIA SOCIAL
No Carnaval de 1900, cerca de 100 agremiações desfilaram no Carnaval do Recife, segundo o jornalista Severino Barbosa. A essa altura, era grande a frevança, o frevedouro estava prestes a ser batizado.
Era o frevo já presente nas ruas do Recife, cristalizando-se no compasso binário das marchas carnavalescas de então, trazendo de arrastão a onda efervescente e o improviso de foliões em complicados passos, germinando o que seria o Frevo dança e o Frevo música.
O pesquisador Evandro Rabelo afirmou em artigo, que em 9 de fevereiro de 1907, o Clube Empalhadores do Feitosa, noticiara no Jornal Pequeno o seu ensaio geral, publicando também o repertório de marchas carnavalescas com os seguintes títulos: Amorosa, O Sol, O Frevo, entre outras. Isso veio comprovar o que dizem os estudiosos a respeito do vocábulo Frevo, afirmando já estar ele presente em meio aos clubes carnavalescos.
O jornalista Osvaldo Almeida que se assinava no Jornal Pequeno sob o pseudônimo de Paula Judeu e Pierrot, a palavra Frevo teria sido inventada por ele próprio e lançada em sua coluna em 12 de fevereiro, do Carnaval de 1908. Afirma ele que, logo depois, caiu no gosto popular e foi pelo povo adotada.
Em 22 de fevereiro do ano seguinte, o mesmo Jornal Pequeno traz em sua primeira página uma gravura de autor desconhecido com a frase: Olha o Frevo!, a qual se tornou uma exclamação de entusiasmo na boca do povo e essa motivação expressiva permanece até os dias atuais.
Ao que se refere ao surgimento do Frevo, enquanto música e dança, o jornalista Rui Duarte tem algumas opiniões sugestivas e lúcidas sobre o seu surgimento na história do Carnaval pernambucano. No seu livro História Social do Frevo, Rui Duarte afirma: O frevo surgiu espontaneamente, sem qualquer semelhança com as outras músicas e danças brasileiras. Ele afirma, ainda, que o frevo não é dança dramática, não é folk-music, não tem parentesco com pretos, índios ou portugueses.
Cabe a nós o questionamento, como surgiu, então, o frevo?
Em meados do Século XIX, com a proibição do Entrudo, remanescente da folia portuguesa, o Brasil parecia ter perdido sua festa máxima. Em 1855, carnavalescos de todo o Brasil, interessados na manutenção daquela manifestação, promoveram o que veio a se chamar Congresso das Sumidades Carnavalescas. Dois anos depois, após várias sessões, de discussão sobre idéias divergentes, de teses inflamadas e de acurados trabalhos, chegou-se à conclusão de que o Carnaval brasileiro teria as características do carnaval europeu, que vinha dando certo e que não haveria contra-indicação para o seu transplante.
Todos os Estados aderiram ao novo Carnaval, menos um, tornando-se assim, exceção à regra, Pernambuco, que na ocasião, iniciava um movimento de rebeldia à proibição do Governo local quanto à saída de alguns desordeiros, como eram chamados os capoeiras, que costumavam desfilar à frente das bandas militares aquarteladas na Cidade do Recife, denominadas O Quarto e Espanha, do corpo da guarda nacional que tinha como mestre o espanhol Pedro Garrido.
O desfile desse pessoal era feito em moldes de verdadeiro delírio, pulando, gingando, jogando capoeira, armados de cacetes e aos gritos, desafiando adversários para a luta. Isso aconteceu tanto de um lado quanto do outro, gerando uma competição violenta e engalfinhamento dos dois grupos adeptos de uma, e de outra banda musical.
Um outro depoimento importante, o do historiador Pereira da Costa no seu livro Folk-lore pernambucano, quando ele comenta: O nosso capoeira é antes, o moleque de frente de música em marc//ha, armado de cacete e a desafiar os do partido contrário que, aos vivas de uns, e aos morras de outros, rompe em hostilidade e trava lutas de que, não raro, resultam em ferimentos e até mesmo em casos fatais.
Essa rivalidade, segundo Valdemar de Oliveira, sempre foi comum entre as bandas de música, embora não ostensivamente, entre as de corporações militares e, sim, entre conjuntos musicais pertencentes à sociedades privadas. As competições se acirravam já às vésperas do carnaval e, inclusive nas retretas, em cidades do interior do Estado, como Goiana, Nazaré da Mata, Paudalho, Vitória da Santo Antão, entre outras.
A maioria desses conjuntos musicais, possuindo vinte a trinta trombones, cada, no momento de encontro com clube rival, abafavam pelo bocal, porque é a força do bocal, bem adaptada aos lábios, que o instrumentista consegue arrancar os agudos que dele exigem as partituras, de acordo com Valdemar de Oliveira, o qual continua afirmando que com tal volume de som o clube era ouvido de longe pelo público, que se motivava a participar daquela verdadeira contenda.
A capoeiragem era o complemento da banda, sua marca de autenticidade. Coisa de macho, mulher não acompanhava, salvo alguma mulher-dama que respeitada se pusesse de parte para apreciar as proezas do seu "chereta".
A confusão era o ponto alto do desfile. A música tocando, o pau cantando e o frevedouro estourando. No Recife os valentões se multiplicavam pelas tradições de bravura e de ousadia. Capoeiras como "Canhoto", "Pé de Pilão", "Bode-Iôiô", "Manuel da Jacinta", "Nicolau do Poço", "Bentinho do Lucas", "Jovino dos Coelhos", "Nascimento Grande", "Amaro Preto", "Apolônio da Capunga" entre outros lembrados pelo escritor e jornalista Oscar Melo, em seu livro Recife Sangrento.
Durante anos seguidos, até o começo do Século XX, esses e outros capoeiras, pularam na frente das bandas, inclusive nas particulares, como a "Matias Lima", a "Charanga do Recife" e a "Afogadense". Era o primeiro grande sinal do que viria a ser o passo.
Por essa época o Recife era foco de agitação política. O Estado se transforma em centro de rebeldia, pregando o nacionalismo, a expulsão de portugueses, pregando a República e a libertação dos escravos. Por conta disso, vários pernambucanos foram presos e fuzilados e o território pertencente a Pernambuco, foi mutilado e quase a metade foi entregue à Bahia como castigo por esses levantes contra o Império. Apesar disso tudo, Pernambuco recebeu o nome de Leão do Norte.
Tudo isso foi assimilado pelo povo. Tudo no Recife era reação, a cidade vivia cheia de valentões, cabras a soldo de políticos dominantes, capoeiras perambulando pelas ruas à cata de brigas, perseguindo portugueses considerados senhores de tudo. E, os melhores instantes para esse desabafo era quando faziam os engalfinhamentos dos bandos rivais de capoeiras nas refregas competitivas do encontro das bandas musicais dos clubes pedestres. Seriam esses capoeiras que teriam dado origem ao frevo, enquanto dança, (o passo).
Se o Capoeira, sem dúvida, deu origem à dança – o passo, as fontes do frevo teriam sido a quadrilha, o maxixe, a polca e o dobrado. Alguns descendentes do frevo trazem no seu contexto esta afirmativa, como, por exemplo, a Marcha nº 1 do Clube Lenhadores, escrita em 1903 por Juvenal Brasil; o frevo Canhão 75, de Faustino Galvão; o frevo Chegou Fervendo, de Zumba e, mais recentemente, o frevo Come e Dorme, de Nelson Ferreira, um renovador constante da melódica do frevo.
Não se sabe, na realidade, se o frevo surgiu primeiro como dança ou como música. É ainda Valdemar de Oliveira quem afirma: Creio que não há no mundo um binário tão sacudido, tão pessoal, tão típico como o frevo, nem dança, tão estranha e tão expressiva pelos seus modos e conchamblâncias, como o passo.
Renato Phaelante da Camara
Pesquisador da MPB
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O FREVO na discografia brasileira...
Contrariando pesquisas anteriores,podemos afirmar que o frevo,na história da discografia brasileira aparece pela primeira vez como ritmo, exaramente na musica VAMO SE ACABÁ do maestro Nelson Ferreira em disco Parlophon 13.259 de janeiro de 1931 na voz de Augusto Calheiros.Como referencia verbal a palavra frevo surge na letra da musica SÁ ZEFERINA TÁ DE VORTA de valdemar de Oliveira,disco victor 50160 de 18 de janeiro de 1930 na voz de Mário Pessoa.
No Carnaval/ buscando alguém/
De vorta está/ Sá Zeferina meu bem
O passo faz/ como ninguém/
E sempre é /Sá Zeferina meu bem/
Vem cá/ dançar/ que o Frevo/ já começou
E o meu/amor/ ainda/ não se acabou.
Agüenta o passo/e trata bem/do carnaval/Sá Zeferina meu bem
A sua graça/ninguém tem/e podes crer/Sá Zeferina meu bem
Vem cá/dançar /que o Frevo /já começou/ o meu/ amor/ainda não se acabou
No Carnaval/só graça tem/se nele está/Sá Zeferina meu bem/
E quando /se sabe /que ela vem/a gente diz / Sá Zeferina meu bem
(repete, vem cá dançar...etc)
Podemos considerar ainda que ,o frevo surge como titulo de musica tambem em 1931 na composição de Luperce Miranda e Osvaldo Santiago FREVO PERNAMBUCANO ,gravação da Orquestra Copacabana selo Odeon de janeiro de 1931 na voz de Francisco Alves .Conclusão :O Frevo surge primeiro como palavra e não como ritmo, nessa nossa história dicográfica...
No Carnaval/ buscando alguém/
De vorta está/ Sá Zeferina meu bem
O passo faz/ como ninguém/
E sempre é /Sá Zeferina meu bem/
Vem cá/ dançar/ que o Frevo/ já começou
E o meu/amor/ ainda/ não se acabou.
Agüenta o passo/e trata bem/do carnaval/Sá Zeferina meu bem
A sua graça/ninguém tem/e podes crer/Sá Zeferina meu bem
Vem cá/dançar /que o Frevo /já começou/ o meu/ amor/ainda não se acabou
No Carnaval/só graça tem/se nele está/Sá Zeferina meu bem/
E quando /se sabe /que ela vem/a gente diz / Sá Zeferina meu bem
(repete, vem cá dançar...etc)
Podemos considerar ainda que ,o frevo surge como titulo de musica tambem em 1931 na composição de Luperce Miranda e Osvaldo Santiago FREVO PERNAMBUCANO ,gravação da Orquestra Copacabana selo Odeon de janeiro de 1931 na voz de Francisco Alves .Conclusão :O Frevo surge primeiro como palavra e não como ritmo, nessa nossa história dicográfica...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Livro sobre Anibal Portella
Escrito e organizado,por Roberto Portella,neto do poeta e escritor Anibal Portella ,sera´lançado ainda este ano, livro resgatando a vida e a obra desste poeta e compositor que nasceu e viveu na cidade do Recife durante um periodo romantico das artes pernambucanas.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Uma bela voz se cala...
Na terça feira 8 de fevereiro deste ano de 2011,uma voz se calou definitivamente,a bela voz de Fernando freitas.Doutor Fernando Freitas,Neurologista que emprestou ao Rádio pernambucano uma voz inconfundivél.Voz de um tempo em que falar ao microfone era um privilégio,e Fernando foi uma voz abençoada,um belo carater,uma grande figura humana.Ficamos por aqui Fernando ,com muita saudade sua,que Deus abra espaço lá no céu, para essa sua linda voz e para esse enorme coração de amigo e colega que você sempre foi.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
terça-feira, 17 de agosto de 2010
FOLCLORE P/CRIANÇAS- RESGATE DE CANTIGAS DE RODA

CACHORRINHO ESTÁ LATINDO
Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca cachorrinho, deixa o meu benzinho entrar
Creola-la, creola-la-la-la
Creola-la, não sou eu que caio lá
Meu potinho de melado, meu cestinho de cará
Quem quiser comer comigo, fecha a porta e venha cá
Creola-la, creola-la-la-la
Creola-la não sou eu que caio lá.
Atirei um cravo n’água, de pesado foi ao fundo
Os peixinhos responderam: ‘viva D. Pedro II’
Creola-la, creola-la-la-la
Não sou eu que caio lá
LOBO MAU
AH! AH! AH! AH!...
Quem tem medo do Lobo mau, lobo mau, lobo mau
Quem tem medo do Lobo mau, tra-la-la-la-la.
PIROLITO QUE BATE BATE
Pirolito que bate, bate
Pirolito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu
Pirolito que bate, bate
Pirolito que já bateu
A menina que eu amava
Coitadinha já morreu
O CRAVO E A ROSA
O cravo brigou co’a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido, a rosa despedaçada
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio, a rosa pôs-se a chorar
FUI NO ITORORÓ
Eu fui no Itororó, beber água e não achei
Achei bela morena que no Itororó deixei
Aproveite minha gente, que uma noite não é nada
Se não dormir agora, dormirá de madrugada
Oh ! Mariazinha, Oh ! Mariazinha
Entrarás na roda, ficarás sozinha
Sozinha eu não fico, nem hei de ficar
Pois um de vocês há de ser meu par
(Final)
Tira, tira o seu pezinho
Põe aqui ao pé do meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu, deu, deu.
ATIREI O PAU NO GATO
Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to, não morreu-reu-reu
Dona chica-ca ‘dmirou-se-se
Do berro, do berro que o gato deu, deu, deu (Miau)
NESTA RUA TEM UM BOSQUE
Nesta rua , nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele, mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração
Se eu roubei, se eu roubei seu coração
Tu roubaste, tu roubaste o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque, é porque te quero bem
Se esta rua, se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes
Para o meu, para o meu amor passar.
CARNEIRINHO, CARNEIRÃO
Carneirinho, carneirão, neirão, neirão
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão
Diga à Deus, nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos, se levantarem
Carneirinho, carneirão, neirão, neirão
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão
Diga à Deus, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos, se ajoelharem
Carneirinho, carneirão, neirão, neirão
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão
Diga à Deus, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se sentarem.
(Final)
Carneirinho, carneirão mééééé......
CAI CAI BALÃO
Cai cai balão, cai cai balão
Na rua do sabão
Não cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão.
CHAPEUZINHO VERMELHO
Chapeuzinho:
Pela estrada afora eu vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha
A estrada é longa, o caminho é deserto
E o lobo mau está aqui por perto
Lobo:
Hoje estou contente, vai haver festança
Quero um bom petisco, para encher a minha pança.
PEIXE VIVO
Como pode um peixe, viver fora d’água fria
Como poderei viver, como poderei viver
Sem a tua, sem a tua companhia
Os pastores desta aldeia, já me fazem zombaria
Por me ver assim chorando, por me ver assim chorando
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia
DORME NENÊ
Dorme nenê, que um anjo em sonho vem
Papai foi a roça, mamãe logo vem.
MARCHA SOLDADO
Um, dois, um, dois
Marcha soldado, cabeça de papel
Se não marchar direito, vai preso pro quartel
Quartel pegou fogo, bombeiro deu sinal
Acode, acode, acode a Bandeira Nacional
Marcha soldado, cabeça de papel
Se não marchar direito, vai preso pro quartel
Um, dois - Feijão com arroz
Três, quatro – Feijão no prato
Cinco, seis – Feijão inglês
Sete, oito – comer biscoito
Nove, dez – comer pastéis
Um, dois, um, dois...
CIRANDA, CIRANDINHA
Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar
Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me destes, era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas, era pouco e se acabou
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar
Vamos ver D. Maria, que já está pra se casar
Por isso D. Maria, entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá se embora
Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar
Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
(Final)
Por isso D. Maria, entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá se embora.
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